São Paulo, 13/10/26 – A cidade de São Paulo contabilizou 37 casos confirmados de sarampo em 2026 até o início de outubro, conforme dados da Secretaria Municipal da Saúde. No conjunto do estado, o total chegou a 41 registros, distribuídos entre a capital, São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André. Não havia mortes relacionadas à doença nas atualizações consultadas.
O avanço dos registros levou as autoridades sanitárias a reforçar a vigilância epidemiológica e as ações de imunização. O cenário preocupa especialmente porque parte expressiva dos pacientes não havia recebido todas as doses recomendadas da vacina.
Maioria dos casos envolve pessoas sem proteção completa
Dos 41 casos confirmados no estado, 31 foram identificados em pessoas sem registro de vacinação ou com esquema incompleto, o equivalente a aproximadamente 76% do total. Outro dado relevante é a idade dos pacientes: cerca de 61% tinham menos de 2 anos.
A concentração de casos entre crianças pequenas reforça a importância de cumprir o calendário de vacinação. O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente pelo ar e por secreções respiratórias. Em pessoas não imunizadas, o vírus pode se espalhar rapidamente após o contato com um infectado.
Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, a certificação internacional de eliminação da circulação endêmica do sarampo, a ocorrência de casos importados ou com origem ainda desconhecida exige acompanhamento constante. Os registros em São Paulo não significam, por si só, que o país tenha voltado a apresentar transmissão sustentada da doença.
Quais são os sintomas?
Os primeiros sinais costumam incluir febre alta, tosse, coriza e olhos avermelhados. Depois, surgem manchas vermelhas na pele, geralmente começando pelo rosto e avançando para outras partes do corpo.
A infecção pode provocar complicações, como pneumonia e inflamação cerebral, principalmente em crianças pequenas e pessoas vulneráveis. Quem apresentar sintomas compatíveis deve procurar orientação médica e avisar previamente o serviço de saúde sobre a suspeita, evitando expor outras pessoas durante o atendimento.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A recomendação é verificar a caderneta e procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para conferir se as doses estão em dia.
O esquema de rotina prevê a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, com a vacina tetraviral ou outra estratégia indicada pelo calendário vigente. Para pessoas que não têm comprovação de vacinação, a orientação depende da idade e do histórico individual.
Em situações específicas de risco epidemiológico, autoridades de saúde podem recomendar a chamada dose zero para bebês de 6 a 11 meses. Essa aplicação não substitui as doses previstas no calendário regular.
Com novos registros ao longo de 2026, a vigilância e a atualização da vacinação permanecem fundamentais para evitar a disseminação do vírus e proteger principalmente as crianças pequenas.
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