Fé, Nostalgia e Emoção: A Primeira Noite do Carnaval de São Paulo 2025

Carnaval

São Paulo, 29/02/25 – A abertura do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo em 2025 transformou o Sambódromo do Anhembi em um palco de celebração da cultura afro-brasileira, homenagens musicais e uma viagem nostálgica ao mundo dos jogos. Sete escolas cruzaram a avenida na noite de sexta-feira (28 de fevereiro), deixando a disputa pelo título aberta com apresentações de alto nível técnico e visual.


Os Destaques da Noite

A primeira noite foi marcada pelo equilíbrio, mas três agremiações conseguiram se destacar no “termômetro” da arquibancada e da crítica:

  • Rosas de Ouro: A grande protagonista da noite. Com o enredo “Rosas de Ouro em uma grande jogada”, a escola da Brasilândia trouxe de volta a memória de jogos clássicos como War, Detetive, Pac-Man e Mario Bros. O uso de neon e uma estética moderna contagiaram o público, posicionando a escola como uma forte candidata ao título (que viria a se confirmar na apuração).
  • Dragões da Real: Vice-campeã no ano anterior, a escola emocionou ao utilizar a música “Aquarela”, de Toquinho, para falar sobre o ciclo da vida. O desfile foi uma explosão de cores, com o uso inovador de um drone-foguete que surpreendeu os jurados e a plateia.
  • Mancha Verde: A fé e a cultura baiana tomaram conta do Anhembi. A rainha Viviane Araújo brilhou à frente da bateria representando o “Canto da Cidade” em homenagem a Daniela Mercury. A escola apresentou um visual luxuoso, explorando o encontro entre o sagrado e o profano.

Homenagens e Fé no Anhembi

A noite começou e terminou com mensagens potentes sobre a história e a identidade brasileira:

  1. Colorado do Brás: Abriu os desfiles homenageando o tradicional bloco baiano Filhos de Gandhy. O perfume de alfazema borrifado pelos carros tomou conta da passarela, criando uma atmosfera de paz e espiritualidade.
  2. Camisa Verde e Branco: Encerrou a madrugada com uma homenagem emocionante a Cazuza. O desfile contou com a presença de Lucinha Araújo, mãe do cantor, no último carro alegórico. A ala das baianas, vestida de branco com laços vermelhos, simbolizou a luta mundial contra a Aids.
  3. Acadêmicos do Tatuapé: Levou para a avenida um manifesto pela igualdade e respeito, com um abre-alas imponente que pedia o fim do preconceito contra a arte das escolas de samba.
  4. Barroca Zona Sul: Apostou em uma estética afro-religiosa, trazendo orixás e elementos da cultura iorubá, com destaque para a iluminação das fantasias.

Resumo da Ordem de Desfile (Sexta-feira)

OrdemEscola de SambaTema / Enredo
Colorado do BrásAfoxé Filhos de Gandhy
Barroca Zona SulHerança Afro e Religiosidade
Dragões da Real“Aquarela” e o Ciclo da Vida
Mancha VerdeFé e Profano na Bahia
Acadêmicos do TatuapéSonho de Igualdade e Tradição
Rosas de OuroA História dos Jogos
Camisa Verde e BrancoTributo a Cazuza

Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *