Novas regras para a doação de sangue passam a valer no Brasil a partir de 30 de setembro de 2026. A atualização foi estabelecida pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria GM/MS nº 11.685/2026 e modifica critérios para a avaliação dos candidatos, além de trazer mudanças nos períodos de impedimento para voltar a doar.
Uma das principais alterações envolve os doadores regulares com mais de 70 anos. A partir de agora, não há mais uma idade máxima fixa para quem já possui histórico de doação. A continuidade depende das condições de saúde, da avaliação realizada pelo serviço de hemoterapia e do cumprimento dos intervalos determinados para essa faixa etária.
Prazo menor após tatuagem e procedimentos estéticos
Também houve redução do período de espera depois de alguns procedimentos. Quem fizer tatuagem, maquiagem definitiva, aplicação de botox, preenchimento ou microagulhamento poderá, em determinadas condições, voltar a doar após sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em estabelecimento que siga as normas sanitárias.
Quando não for possível comprovar as condições de segurança do local, o período de espera passa a ser de quatro meses.
Para pessoas que passaram por endoscopia ou utilizaram anabolizantes sem prescrição médica, o prazo previsto caiu de seis para quatro meses. Já nos casos de piercing na boca ou na região genital, a doação poderá ocorrer quatro meses depois da retirada.
Mudanças relacionadas à malária
Outra alteração importante está relacionada à prevenção da transmissão da malária por meio das transfusões.
O Brasil passou a adotar de forma obrigatória a pesquisa do parasita da malária na triagem laboratorial do sangue. Com isso, o período de impedimento para pessoas que estiveram em áreas de risco específicas foi reduzido para 30 dias, em situações previstas pela nova regulamentação.
O Ministério da Saúde também informou que a identificação das bolsas e amostras passará a utilizar o padrão internacional ISBT 128, aumentando a capacidade de rastrear o material desde a coleta até sua utilização.
Plaquetas poderão ser armazenadas por mais tempo
A regulamentação ainda permite que o concentrado de plaquetas tenha validade de até sete dias, desde que sejam utilizadas tecnologias e controles capazes de garantir a segurança contra riscos bacterianos. Anteriormente, o prazo usual era de cinco dias.
A medida pode contribuir para diminuir perdas desse componente, utilizado, entre outros casos, no atendimento de pacientes com câncer, doenças hematológicas e pessoas submetidas a determinados tratamentos.
Quem pode doar sangue?
De forma geral, o candidato precisa estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, ter dormido no mínimo seis horas nas últimas 24 horas e estar alimentado. Também é necessário apresentar documento oficial com foto, inclusive em formato digital.
Adolescentes a partir de 16 anos podem doar mediante autorização do responsável. A avaliação final é realizada pelo serviço de hemoterapia, que verifica individualmente se a pessoa está apta.
Segundo o Ministério da Saúde, o SUS registrou 3,26 milhões de coletas de sangue em 2025, mostrando a importância da manutenção das doações regulares para garantir o abastecimento dos hospitais.
As novas regras já estão em vigor em todo o país. Antes de comparecer ao hemocentro, é recomendável consultar o serviço escolhido para verificar horários, necessidade de agendamento e eventuais orientações específicas.
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