Alexander Zverev finalmente colocou as mãos no troféu do US Open. O alemão derrotou o americano Ben Shelton por 6/3, 7/6(7-2), 5/7 e 6/2 neste domingo (13), na quadra Arthur Ashe, e conquistou pela primeira vez o Grand Slam disputado em Nova York.
A vitória tem um significado especial para Zverev. Em 2020, também no US Open, ele chegou a abrir dois sets de vantagem na decisão contra Dominic Thiem, mas acabou derrotado. Seis anos depois, o alemão voltou à final e desta vez não deixou escapar a oportunidade.
Domínio alemão na decisão
Zverev começou a partida impondo seu ritmo. Com saque eficiente e golpes firmes do fundo da quadra, conseguiu pressionar Shelton desde os primeiros games e fechou a primeira parcial por 6/3.
O segundo set foi mais equilibrado. Os dois jogadores confirmaram seus serviços e levaram a disputa ao tie-break. Mais experiente em decisões de Grand Slam, Zverev assumiu o controle e venceu por 7/2, ficando a apenas um set do título.
Shelton, porém, não desistiu. Empurrado pela torcida americana, o jovem de 23 anos elevou o nível no terceiro set, encontrou mais profundidade nos golpes e conseguiu diminuir a vantagem. O americano venceu por 7/5 e recolocou emoção na final.
A reação, entretanto, durou pouco. Zverev retomou o controle no quarto set, encontrou uma quebra importante e passou a jogar com maior segurança. Shelton não conseguiu repetir a intensidade da parcial anterior, e o alemão fechou o jogo por 6/2.
Segundo Grand Slam em 2026
O título em Nova York coroa uma temporada excepcional de Zverev. O alemão já havia conquistado Roland Garros neste ano, seu primeiro troféu de Grand Slam, e também chegou à decisão de Wimbledon. Com o triunfo sobre Shelton, ele passa a ter dois títulos de majors em 2026.
A conquista também consolida Zverev entre os principais nomes da atual geração do tênis masculino. Aos 29 anos, o alemão transforma um período marcado por finais perdidas e oportunidades desperdiçadas em uma temporada de afirmação no mais alto nível.
Shelton fica perto de fazer história
Apesar da derrota, Ben Shelton deixa Nova York valorizado. O americano disputou pela primeira vez uma final de Grand Slam e tinha a chance de encerrar uma longa espera do tênis masculino dos Estados Unidos.
O último americano a conquistar um Grand Slam de simples masculino continua sendo Andy Roddick, campeão do US Open em 2003. Shelton também alcançou uma marca histórica ao se tornar o primeiro homem negro americano a disputar a final do US Open desde Arthur Ashe, em 1972.
A campanha do americano teve ainda uma vitória de grande impacto nas quartas de final, quando eliminou Carlos Alcaraz em uma partida que terminou durante a madrugada. Na semifinal, Shelton superou Frances Tiafoe em uma disputa entre dois tenistas dos Estados Unidos.
Um novo momento na carreira
O título do US Open representa mais do que uma conquista inédita para Zverev. Depois de anos chegando perto dos maiores troféus do circuito, o alemão agora soma dois Grand Slams e mostra capacidade para transformar boas campanhas em títulos.
Em Nova York, ele também superou adversários em partidas difíceis ao longo da campanha, antes de chegar à decisão. Na semifinal, derrotou Karen Khachanov por 6/3, 7/6 e 7/6.
O triunfo sobre Shelton confirma, portanto, uma mudança de patamar. Zverev começou 2026 sem nenhum título de Grand Slam e chega ao fim do US Open com dois troféus dos quatro maiores torneios do tênis mundial.
Nova York, enfim, deixou de ser o cenário de uma das maiores decepções de sua carreira para se transformar no palco de uma das maiores conquistas de sua trajetória.
Foto: Reprodução / US Open
