Ventania atinge litoral e interior de São Paulo e registra rajadas de até 109 km/h

Cidades

A passagem de um ciclone extratropical pela costa brasileira provocou uma forte ventania em diversas regiões do Estado de São Paulo na última semana. Entre quinta-feira (6) e sábado (8) de agosto, cidades do litoral, do interior, do Vale do Paraíba e da Grande São Paulo registraram rajadas de vento de forte intensidade.

O maior registro ocorreu em Santos, no litoral paulista. Na manhã de sexta-feira (7), uma rajada atingiu 109 km/h, segundo dados da Defesa Civil. O registro ocorreu por volta das 6h40 e foi o maior observado no Estado durante o episódio.

A força do vento provocou queda de árvores e levou à interrupção temporária da navegação no Porto de Santos. O canal foi fechado durante a manhã por questões de segurança e voltou a operar depois que a intensidade das rajadas diminuiu.

Ranking das maiores rajadas

Segundo os registros divulgados pela Defesa Civil do Estado de São Paulo, estas foram as maiores velocidades observadas em diferentes municípios até as 13h40 de sexta-feira (7):

PosiçãoCidadeRajada
Santos109 km/h
Itanhaém97 km/h
Ubatuba74,5 km/h
Presidente Prudente70,4 km/h
Areias68,0 km/h
São Caetano do Sul66,9 km/h
São Miguel Arcanjo65,2 km/h
Piraju64,4 km/h
São Sebastião64,0 km/h
10ºSão Roque63,3 km/h
11ºIlhabela56,5 km/h
12ºCaraguatatuba54,1 km/h

Os números mostram que, embora o litoral tenha concentrado as rajadas mais intensas, o fenômeno também alcançou áreas bastante distantes da costa. Presidente Prudente, no extremo oeste paulista, registrou 70,4 km/h, enquanto municípios como São Miguel Arcanjo, Piraju e São Roque também tiveram rajadas superiores a 60 km/h.

Litoral concentrou os ventos mais fortes

A Baixada Santista foi a região mais afetada pela ventania. Além dos 109 km/h registrados em Santos, Itanhaém chegou a 97 km/h. Em Mongaguá, outro registro divulgado durante o episódio apontou rajada de aproximadamente 95 km/h.

O vento forte provocou transtornos em diferentes municípios da região. Em Santos, árvores de grande porte caíram e houve ocorrências relacionadas à infraestrutura urbana. As fortes rajadas também afetaram as operações portuárias e as travessias marítimas.

Em Guarujá, a ventania também provocou transtornos, enquanto Bertioga e outros municípios da Baixada Santista permaneceram em estado de atenção diante da previsão de continuidade das rajadas.

No Litoral Norte, Ubatuba registrou 74,5 km/h, seguida por São Sebastião, com 64 km/h, Ilhabela, com 56,5 km/h, e Caraguatatuba, com 54,1 km/h.

Interior também foi atingido

A ventania não ficou restrita às cidades próximas ao oceano. No interior paulista, os registros mostram que o sistema meteorológico provocou rajadas significativas.

Presidente Prudente teve a maior velocidade registrada no interior entre os municípios listados, com 70,4 km/h. Na sequência aparecem São Miguel Arcanjo, com 65,2 km/h, Piraju, com 64,4 km/h, e São Roque, com 63,3 km/h.

O alcance dos ventos reforça a dimensão do sistema que atravessou o Estado. A Defesa Civil havia alertado para rajadas que poderiam chegar a 100 km/h em áreas mais expostas, principalmente no litoral, Serra do Mar e Vale do Paraíba.

Grande São Paulo também teve ventania

Na Região Metropolitana de São Paulo, as rajadas foram menos intensas que no litoral, mas também chamaram a atenção.

São Caetano do Sul registrou 66,9 km/h, figurando entre os municípios com maiores velocidades medidas pela Defesa Civil. Na capital paulista, a previsão meteorológica indicava possibilidade de rajadas de até 80 km/h durante a passagem do sistema.

A ocorrência de ventos fortes aumentou o risco de queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia, especialmente em áreas urbanas.

Ciclone extratropical provocou mudança brusca no tempo

A ventania esteve associada à passagem de um ciclone extratropical, sistema que se deslocou em direção ao Oceano Atlântico depois de provocar condições severas no Sul do Brasil.

Em São Paulo, a atuação do sistema ocorreu em conjunto com uma frente fria, provocando queda de temperatura, aumento da nebulosidade, chuva e fortes rajadas.

O ciclone também provocou condições adversas no mar. No Porto de Santos, a intensidade dos ventos chegou a ultrapassar o limite considerado seguro para determinadas operações, levando ao fechamento temporário do canal de navegação.

Alertas permaneceram durante o fim de semana

Mesmo depois do pico da ventania na sexta-feira, as autoridades mantiveram o monitoramento durante o sábado (8), devido à possibilidade de novas rajadas e mar agitado.

O Inmet também manteve alertas relacionados aos ventos fortes enquanto o ciclone se afastava pelo Atlântico.

A recomendação das autoridades durante episódios desse tipo é evitar áreas próximas a árvores, postes, estruturas metálicas e placas, além de retirar objetos que possam ser carregados pelo vento de quintais, varandas e áreas externas.

Foto: Bruno Miani/Arquivo A Tribuna Jornal

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