Kumamoto, 28/07/26 – Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão na tarde de terça-feira (28), pelo horário local, provocando a morte de pelo menos 18 pessoas, deixando dezenas de feridos e desaparecidos, além de causar grandes danos à infraestrutura da província de Kumamoto, na ilha de Kyushu.
Segundo as autoridades japonesas, o tremor alcançou o nível máximo de intensidade da escala sísmica do país em algumas regiões, provocando o desabamento de edifícios, danos em rodovias, interrupções no fornecimento de energia elétrica e suspensão parcial dos serviços ferroviários, incluindo linhas do trem-bala.
As equipes de resgate concentram os trabalhos em um shopping center parcialmente destruído e em uma fábrica de papel, onde diversas pessoas permaneceram presas sob os escombros. Milhares de bombeiros, policiais e integrantes das Forças de Autodefesa do Japão foram mobilizados para as operações de busca, consideradas uma corrida contra o tempo pelas autoridades.
Logo após o terremoto, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta de tsunami para áreas da costa de Kyushu. O aviso foi posteriormente cancelado após a confirmação de que não havia risco de ondas destrutivas, mas moradores das regiões costeiras foram orientados a permanecer em locais seguros durante o período de monitoramento.
Além dos danos em residências e estabelecimentos comerciais, o terremoto afetou importantes complexos industriais. Montadoras e outras empresas suspenderam temporariamente parte da produção para avaliar possíveis danos estruturais e garantir a segurança dos funcionários. Também foram registrados cortes no abastecimento de água e energia em diversas cidades da região.
A primeira-ministra do Japão afirmou que todos os recursos disponíveis foram mobilizados para as operações de resgate e assistência às vítimas. As autoridades também alertaram para a possibilidade de fortes réplicas nos próximos dias e recomendaram que a população mantenha atenção às orientações da Defesa Civil japonesa.
Localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, o Japão está entre os países com maior atividade sísmica do mundo. Por isso, o país mantém rígidos padrões de construção antissísmica e sistemas avançados de monitoramento e alerta, capazes de reduzir os impactos de desastres naturais, embora eventos de grande magnitude ainda possam provocar perdas humanas e materiais significativas.
Foto: reprodução
